Durante a sessão plenária desta terça-feira (24), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado estadual Ubaldo Fernandes anunciou uma Audiência Pública que realizará debatendo sobre o déficit habitacional no Estado em consonância com a Campanha da Fraternidade 2026 e destacou que, paralelamente à discussão institucional, seu mandato já articula ações concretas para garantir moradia digna às famílias potiguares.
Ao abordar o tema em plenário, o parlamentar lembrou que o Rio Grande do Norte possui um déficit estimado em cerca de 140 mil moradias, realidade que exige diálogo entre os poderes, planejamento e políticas públicas estruturantes. Segundo ele, o debate que será promovido nos próximos dias tem como objetivo reunir gestores, especialistas, movimentos sociais e representantes da sociedade civil para discutir soluções viáveis e permanentes.
Ubaldo ressaltou que a iniciativa não se limita ao campo das discussões. Ele destacou a articulação que realiza junto ao Governo do Estado para viabilizar a construção de 300 casas na região do Seridó, beneficiando especialmente famílias em situação de maior vulnerabilidade social, inclusive da zona rural das cidades de Acari, Cerro Corá, Currais Novos e Temente Laurentino. A proposta vem sendo construída em diálogo com lideranças municipais, vereadores e equipes técnicas.
Neste aspecto, ressalte-se o avanço no processo de regularização fundiária de 6.500 imóveis na Zona Leste de Natal, contemplando comunidades como Rocas, Praia do Meio, Santos Reis e Brasília Teimosa. A ação foi viabilizada por meio de articulação com o então ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que destinou R$ 3,5 milhões para a execução do projeto, garantindo às famílias segurança jurídica e o direito definitivo à propriedade.
Para Ubaldo, enfrentar o déficit habitacional significa atuar em duas frentes: promover o debate público qualificado e, ao mesmo tempo, construir soluções concretas. “Moradia é dignidade. Estamos trabalhando para que esse direito fundamental saia do papel e se transforme em realidade para milhares de famílias do Rio Grande do Norte”, afirmou.